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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Cordeiro que tira o pecado do mundo

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O Cordeiro que tira o pecado do mundo

De que pecado Jesus veio nos salvar?
A aventura vivida pelos primeiros discípulos de Jesus foi marcada pela figura de João Batista, que soube desaparecer diante daquele que é o verdadeiro "Cordeiro, que tira o pecado do mundo" (cf. Jo 1, 29-34). Sua missão foi de precursor, abrindo espaço para Aquele que deveria vir, Redentor, Salvador, Filho de Deus feito homem, Cordeiro que tira o pecado do mundo, expressões provocantes que parecem de outras épocas e são atuais no "tempo que se chama hoje" (cf. Hb 3,13).
O domínio crescente da técnica em seus diversos âmbitos tem suscitado desconfiança em muitas pessoas quanto às perspectivas de salvação oferecidas pela religião. Parece que tudo ficou resolvido, pois temos remédios suficientes, novas soluções cirúrgicas, perspectivas de controlar as forças da natureza, previsões meteorológicas mais precisas e daí por diante. Tornamo-nos donos do mundo e não precisamos de Deus? Será que precisamos de salvação ou de um salvador? A pergunta é recorrente em muitos ambientes e no interior de muitas pessoas.
Quando Deus é apresentado como um quebra-galho, ou a prática religiosa é considerada uma estrada para eventual prosperidade, que pouco a pouco se revela fátua, dura muito pouco a religião. Se Deus é visto como guarda de trânsito a vigiar os passos das pessoas para multá-las com penas de várias categorias, ou ainda se alguém quiser criar alguma espécie de divindade à sua imagem e semelhança, não é este o cristianismo.
Para que se tire o pecado do mundo, é preciso saber o que significa isso! Se pecado for uma infração a um código de comportamento, ou apenas aquilo que me dói, não chegamos à profundidade da indicação feita por João Batista a respeito de Jesus Cristo.
Afinal de contas, o que é o pecado e de que mesmo Jesus veio nos salvar? A resposta é construída a partir de um encontro com o Senhor Jesus Cristo, no qual Ele mesmo nos revela que o amor de Deus é o ponto de partida. Saber-se amado e acolhido pelo Pai é condição para compreender o conceito de salvação na compreensão cristã. Pecado é ser infiel a um pacto de amor, a uma aliança de vida que resulta de tal encontro. Trata-se primeiro de uma amizade profunda que, rompida, prejudica primeiro à parte que lhe é infiel. Não é que Deus fique lá do alto chorando pelas nossas faltas, pois Ele é Amor que se manifesta em toda a sua exuberância quando perdoa. O prejuízo é todo nosso quando não acolhemos Sua oferta de amor. Temos nas mãos o tesouro mais precioso e provocante, entregue à nossa liberdade. Dá trabalho saber o que fazer com ele!
Um homem ou uma mulher, quem sabe a pessoa mais inteligente do mundo, com possibilidades de resolver a maior parte dos problemas de sua vida, não há de se sentir limitada ao professar a sua fé, que não limitará seus conhecimentos, mas ampliará em profundidade e horizonte o seu ser. Trata-se de encontrar o sentido da existência num encontro de amor com alguém em quem se crê. E crer é uma escolha livre que conduz a apostar em Deus e só em Deus para viver. O resto será consequência! Sua escolha de fé se revelará inclusive esclarecedora das descobertas que a ciência puder oferecer-lhe.
No âmago de suas decisões, tal pessoa descobrirá que existe um mistério chamado pecado, com o qual pode comprometer os passos dados. E sábio ou culto, jovem ou adulto, doente ou sadio, empregado ou desempregado, verá brotar dentro de si o grito pela salvação, que só pode vir de Deus. E pedirá perdão, e ficará feliz quando ouvir "eu te absolvo de teus pecados!" Trata-se aqui de cada um de nós!
O anúncio de libertação plena vem da voz de João Batista que ecoa pelos séculos: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". Ele que tudo pode e tudo sabe, que vive desde sempre (eu creio!), caminha pelas estradas do mundo e pelos atalhos de minhas perguntas, amor que se imola para que se restaure o amor nesta terra (eu amo!) e semeia rumo novo para a vida das pessoas (eu espero!).
Descobrirei que a paz que Ele oferece não existe no mundo e sairei anunciando que é bom viver! Tendo nas mãos o estandarte da salvação que vem do Cordeiro, que tira o pecado do mundo, Jesus Cristo, visitarei todas as situações humanas nas quais estou envolvido, em Seu nome levarei sentido às dores e dramas das pessoas, às suas alegrias e esperanças. A maior ciência será a do amor. "Eu vi e dou testemunho!" (Jo 1, 34)
Foto Arcebispo Metropolitano de Belém do ParáDom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém - PA.
Santos de calça jeans

Adriano
Foto: Clarissa Amaral/CN
Há sete fases pelas quais a pessoa que quer mudar passa, a primeira é o querer mudar, a segunda é assumir, terceira é a decisão daquilo que precisa mudar e a quarta é a aceitação, eu quero mudar.  Papa Bento XVI diz que mudar sem Deus é inferno. E a quinta é a fase do envolvimento e você se envolveu com a 'Revolução Jesus'. Mas, infelizmente, muitos param na fase do envolvimento porque essa fase [do envolvimento] é muito bacana.

Digo para você, olhando para a galera do Missionário Slalom, vejo que eles, um dia, foram envolvidos por Jesus e não perderam nada; pelo contrário: só ganharam e muito! O Gustavo se envolveu de tal forma com Jesus que chegou a ponto de abraçar ser todo de Deus como celibatário e aqui estamos diante de irmãos que passaram pelo envolvimento [com Jesus], mas não pararam nisso. Também na Canção Nova temos exemplos de irmãos que se envolveram com Jesus, mas não pararam no envolvimento.

Agora você está envolvido e vai para casa e precisa se decidir de forma definitiva por Jesus. A grande e mais profunda fase é a do comprometimento. Não basta se envolver com o Senhor, mas sim, se comprometer com Ele.

Você está a fim de ser santo de calça jeans? Se comprometa com Jesus, o Papa Bento XVI, neste ano, enviou uma frase linda para todos nós na Carta para a Jornada Mundial Juventude. Colossenses 2,7: "Continuai enraizados nele, edificados sobre ele, firmes na fé tal qual vos foi ensinada, transbordando em ação de graças".

Interessante que na Palavra o verbo está na passiva, pois não sou eu, mas é Cristo em mim que realiza a obra. Enraizados, de raiz, preciso estar enraizado em Cristo onde quer que eu esteja e talvez na sua casa todos tenham se alegrado com a sua saída. Mas eu lhe digo, meu irmão: seja a mudança que você quer ser para o mundo na sua casa!

Quebre as prisões da sua casa, da sua faculdade, dos seus familiares. Seja um canal da libertação.
'Se você é uma pessoa cheia do Espírito Santo você é revolução Jesus.'
Foto: Clarissa Amaral/CN


O outro verbo que o Santo Padre utiliza, que está na Palavra de Deus, é : 'Fundados' e Jesus diz que precisamos estar fundados na rocha e lhe digo, meu irmão: não existe Cristianismo sem sofrimentos e renúncia. Deus não é um super-herói, Ele o entende e o ama mesmo sabendo das suas fraquezas. É o verdadeiro Salvador, morreu numa cruz para salvar você, para nos salvar.

Os verdadeiros santos de calça jeans tomam a sua cruz e seguem Jesus. Saiba que por trás de toda cruz existe uma ressurreição.

Nós somos fracos, caímos, mas nos levantamos, nos confessamos, Jesus nos dá a Sua força e voltamos a caminhar e esse é o caminho dos santos de calça jeans.

Você que está no mundo acadêmico sabe que viver isso é difícil, vão falar que você é louco, que castidade é loucura, que seguir a Deus é loucura. Meu irmão, assuma Jesus como o seu tudo e diga: Eu não deixo o meu Deus de lado!

O Papa Bento XVI disse, na Nova Zelândia, que Jesus nunca saiu de moda. Não perca tempo mais, assuma Jesus na sua vida. Ser santo de calça jeans é ajudar, é levar a caridade aonde você for.

"Revolução Jesus" é tudo aquilo que aponta para o céu e que nos conduz a buscar as coisas do Alto. Somos frágeis, somos fracos e pecamos muito, mas buscamos ser santos, lutamos. Quem são os santos? São pessoas normais, humanas, porque, caso contrário, não poderiam ser santas.

Você que está aqui procure uma paróquia, uma pastoral, um grupo de jovens, uma nova comunidade. O Papa Bento XVI fala: "Jovem, caminhe firme em meio à dureza da vida".

'Quebre as prisões da sua casa, da sua faculdade, dos seus familiares. Seja um canal da libertação!"
Foto: Clarissa Amaral/CN

  Padre Jonas, há 3 anos, me disse: ''Seja salva-vidas! Dê a sua vida pelos jovens!''

Se você é uma pessoa cheia do Espírito Santo você é 'revolução Jesus'. O nosso lema na Canção Nova neste ano é: "Ide e pregai o Evangelho". "Revolução Jesus" não foi feito só para o Brasil, mas para o mundo. Vale a pena se gastar por Jesus Cristo! Ele não tira nada de nós, Ele nos dá tudo!

O monsenhor Jonas também me disse: "A misericórdia sempre tem a última palavra, por isso se você acredita vá até o fim". O Cristianismo não é playcenter, não é só diversão, mas é comprometimento. Com Jesus nós suportamos qualquer coisa.

Você é salva-vidas e existem muitos jovens precisando de você! Revolucione a sua diocese ou paróquia. Seja inteligente, estude a fé e a Igreja para poder dialogar e levar a Boa Nova.

Bento XVI, na Alemanha, afirmou: "Os santos são os verdadeiros reformadores". Com batismo no Espírito Santo e o encontro pessoal com Jesus o mundo será revolucionado. Queira agora uma efusão no Espírito Santo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Formações

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Na oração conhecemos os planos de Deus

No momento em que você conhece a Deus, você conhece a si
Ninguém se coloca sob o sol sem se queimar e quem se expõe exageradamente a ele vai sofrer as suas consequências. Com Deus acontece algo semelhante, pois ninguém se coloca na presença d'Ele sem ser beneficiado por Sua presença. As marcas da presença do Todo-poderoso também são irreversíveis. Irreversíveis para a nossa salvação.
Quando nós nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo Ele nos dá liberdade. Nunca Nosso Senhor pensou em trazê-lo para perto d'Ele para tirar algo de você, muito menos para limitar a sua liberdade. Se Ele não quisesse que fôssemos livres, por que Ele nos teria criado livres?

A nossa liberdade ficou comprometida por nossa culpa, porque quem peca se torna escravo do pecado. Pelos nossos pecados e pelos vícios, que entraram em nossa vida, nós ficamos debilitados. Foi para sermos livres que o Pai do céu enviou Jesus. Deus Pai nos deu Cristo para nos libertar daquilo que nos amarrava. Deus nos mostra quais caminhos podemos seguir, mas a liberdade de escolher é nossa. O desejo do Senhor é libertar você de toda angústia, de toda opressão. O desejo d'Ele é vê-lo feliz.

"É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão" (cf. Gálatas 5,1).
Cristo amou você, morreu em uma cruz por sua causa para que você não seja escravo do pecado. O Ressuscitado nos libertou de todo o mal, de toda a armadilha do inimigo, para que permaneçamos livres. Contudo, ninguém é livre na maldade. Uma vez que o Espírito Santo o visitar não dê brecha para o pecado; Ele desbarata a tentação.
O Espírito Santo nos cura e nos liberta. Ninguém pode saber o que está em seu interior se você não abrir a boca e dizê-lo. Rezar é você ficar nu na presença de Deus. Quando você reza, você está se pondo na presença do Altíssimo. Quando você tira a roupa diante do espelho você vê o que quer e o que não quer. Na hora em que estamos rezando caem as nossas roupas, espiritualmente falando e, do mesmo modo, vemos aquilo que queremos e o que não queremos. Tudo que eu faço de mau volta para mim no momento da oração. As feridas que nós ignoramos, na oração não conseguimos ignorá-las, porque nesse momento Deus no-las revela para nos curar. No momento em que o Senhor me mostra quem eu sou, Ele também mostra quem Ele é.
No momento em que você conhece a Deus, você conhece a si mesmo, por isso rezar não é coisa para qualquer um. Na oração, Deus se revela a mim, mas Ele também me revela a mim mesmo. Se Ele me revela uma coisa que não está boa, é porque é preciso consertá-la.

Você precisa de muito perdão e de muita cura e só Deus pode lhe dar essas graças. Eu e você precisamos, na oração, pedir ao Espírito Santo que nos faça entrar em nosso coração para descobrimos o que está ruim ali dentro. Deus, que passou com você por cada caminho que você percorreu, sabe quando você foi machucado e sabe como curá-lo.

A nossa vida inteira é um processo de cura interior. Enquanto você estiver com os pés aqui nesta terra sua vida será um processo de cura interior. Não existe ninguém que, tendo rezado, Deus não lhe tenha respondido. E se Ele não o faz diretamente Ele o faz por intermédio de uma pessoa ou de um fato.

Nós precisamos aprender a ouvi-Lo na oração, para conhecermos os planos que Ele tem para nossa vida. O Todo-poderoso tem um plano de amor, um plano de realização, um plano de felicidade, Ele projetou um caminho de felicidade para você. Muitas vezes, nós não somos felizes porque esse plano não se cumpre na nossa vida. Se você não abre o seu coração para a oração, você corre o sério risco de morrer sem conhecer o plano que Deus tinha para você.


Artigo produzido a partir da pregação de Abr/2010
Foto Márcio Mendes

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mensagem do dia

O que significa a Coroa do Advento?


 A vela sempre teve um significado especial para o homem, sobretudo, porque, antes de ser descoberta a eletricidade, ela era a vitória contra a escuridão da noite. À luz de velas São Jerônimo traduzia a Bíblia do grego e do hebraico para o latim, nas grutas escuras de Belém, onde Jesus nasceu.



Em casa, à noite, quando falta a energia, todos correm atrás de uma vela e de um fósforo, ainda hoje.
Acender velas nos faz lembrar também a festa judaica de “Chanuká”, que celebra a retomada da cidade de Jerusalém pelos irmãos macabeus das mãos dos gregos do rei Antíoco IV.

Antes da Era Cristã os pagãos celebravam em Roma a Festa do deus Sol Invencível (Dies solis invicti) no solstício de inverno, em 25 de dezembro. A Igreja sabiamente começou a celebrar o Natal de Jesus neste dia, para mostrar que Cristo é o verdadeiro Deus, o verdadeiro Sol, que traz nos seus raios a salvação. É a festa da luz, que é o Cristo: “Eu Sou a Luz do mundo” (Jo 12, 8). No Natal desceu a nós a verdadeira Luz “que ilumina todo homem que vem a este mundo” (Jo 1, 9).

Na chama da vela estão presentes as forças da natureza e da vida. Cada vela marca um ano de nossa vida no bolo de aniversário. Para nós cristãos simbolizam a fé, o amor e o trabalho realizado em prol do Reino de Deus. Velas são vidas que se imolam na liturgia do amor a 
Deus e ao próximo. Tudo isso foi levado para a liturgia do Advento. Com ramos de pinheiro uma coroa com quatro velas prepara os corações para a chegada do Deus Menino.

Nestas quatro semanas somos convidados a esperar Jesus que vem. É um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e a esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, a Igreja nos faz lembrar a espera dos Profetas e de Maria pelo nascimento de Jesus.

A coroa é o primeiro anúncio do Natal. O verde é o sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha, simbolizando o amor de Deus por nós, que se manifesta de maneira suprema no nascimento do Filho de Deus humanizado.

A coroa é composta de quatro velas nos seus cantos presas aos ramos formando um círculo. O círculo não tem começo nem fim, é símbolo da eternidade de Deus e do reinado eterno do Cristo. A cada domingo acende-se uma delas.


As quatro velas do Advento simbolizam as grandes etapas da salvação em Cristo. No primeiro domingo do Advento, acendemos a primeira vela que simboliza o perdão a Adão e Eva. Cristo desceu à mansão dos mortos para dar-lhes o perdão. No segundo domingo, a segunda vela, acesa com a primeira, representa a fé dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, que creram na Promessa da Terra Prometida, a Canaã dos hebreus; dali nasceria o Salvador, a Luz do Mundo. A terceira vela, acessa com as duas primeiras, simboliza a alegria do rei Davi, o rei que simboliza o Messias porque reuniu sob Seu reinado todas as tribos de Israel, assim como Cristo reunirá em si todos os filhos de Deus. É o domingo da alegria. Esta vela tem uma cor mais alegre, o rosa ou roxo claro. A última vela simboliza os profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça que o Messias traria. É a vela branca.

Tudo isso para nos lembrar o que anunciou o profeta:


“Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor” (Is 11,1-2).
“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. 3. Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã. Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas; porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos” (Is 9,1-6).

É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Ideias”.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mensagem do dia



Eu quero convidar você para abrir a Palavra de Deus em:
I Pedro 2, 11- 17





Quem não ama a liberdade? Quem não gostaria de ser inteiramente livre e liberto de todas as amarras e se sentir acima de todo medo, insegurança, ser livre para expor o que está em seu coração e não ter dependências afetivas? Porque a dependência afetiva é uma prisão, e nós fomos feitos para a liberdade: Cristo nos libertou para que fôssemos livres! Mas toda liberdade tem um preço: o de entrar nela e mantê-la, porque é um desafio ser livre, exige compromisso e responsabilidade.

Liberdade não é fazer o que se quer, liberdade é fazer o que é certo, bom, é se dedicar ao bem. Porque todas as vezes em que nos desviamos do bom caminho e entramos no erro, o pecado se torna como um visgo, uma cola, em nossa vida: prendendo-nos.

São Pedro nos chama a atenção para que nos afastemos das paixões carnais, as quais não são somente as que sentimos pelo sexo oposto, mas são sentimentos e emoções levados a um grau de intensidade muito alta, indo além da sobriedade e da lucidez da pessoa. Ela fica tão tomada pelo sentimento que perde a razão. A paixão é uma inclinação afetiva e sensual muito intensa, um afeto que domina e até cega a pessoa, podendo levá-la até a uma obsessão. Por essa razão, precisamos tomar cuidado com esses sentimentos descontrolados que existem em nosso interior.

Por isso São Pedro nos diz para nos afastarmos desses sentimentos, porque eles são nossos inimigos e nos prejudicam. Nessa condição [tomada pela paixão], a pessoa, muitas vezes, perde o equilíbrio, comete disparates e dá vexames que ela nunca daria na vida.

Por esse motivo, nós que somos de Cristo não podemos perder o domínio sobre os nossos sentimentos; precisamos nos afastar de situações que nos fazem perder o controle. Existe uma coisa que faz você perder o controle? Afaste-se disso, porque enquanto você estiver perto dela, ela vai arrastá-lo ao erro. E o prazer do erro é passageiro, pois, logo depois, vem o arrependimento e a amargura se instala no coração.

A Palavra de Deus quer que tenhamos paz em nosso coração e a paz nós encontramos afastando nossos afetos e o nosso querer daquilo que é mau. A paz é dom de Deus, mas é dom que repousa em uma consciência tranquila.

Aquilo que a pessoa vive em seu interior é manifestado em suas atitudes; há uma máxima que diz: "O agir segue o ser". Aquilo que a pessoa é se manifesta na vida dela. Precisamos ter um comportamento bom para que manifestemos o bem que há dentro de nós. Uma consciência tranquila e um coração em paz transbordam paz. O que a pessoa é por dentro é o que se mostra fora; nós transbordamos o que temos em nosso interior.
Márcio Mendes
Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mensagem do dia

O grande perigo de se afastar da Igreja
O Senhor nos deu um espírito de fortaleza, de coragem, de entusiasmo, para que anunciemos a todo Seu povo a Boa Nova: “Eis o vosso Deus”. Mais do que nunca, Ele está operando no meio de nós; está realizando Suas obras, está conosco e nós precisamos mostrar quem é o verdadeiro Senhor.

Já estamos vivendo os tempos de que fala o Evangelho, o tempo do surgimento de muitos falsos profetas. E eles estão apontando outros “cristos”, descaradamente. Todos os tipos de filosofia e religião estão prometendo a chegada de outros “messias”.

Nós, que temos Jesus como Salvador, precisamos nos agarrar a Ele; dedicar-Lhe nossa vida; lutar por Ele; amá-Lo. É preciso que nos unamos, mas não em grupinhos separados. Hoje, mais do que nunca, precisamos estar juntos em uma única Igreja, a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Pai uniu de tal forma a Igreja e Seu Filho, que eles são um só, um único Corpo. Em consequência, não dá para ser de Cristo sem ser de Sua Igreja, e vice-versa.

Se sua mãe está doente, você tem de socorrê-la. Apesar das falhas dela, das neuroses; apesar de às vezes ela o chatear, você tem de ajudá-la, porque “mãe é mãe”. Da mesma forma, não há Igreja sem defeitos, e isso não é motivo para desprezá-la. Assim como você veio do seu pai, que por sua vez veio do seu avô, que veio do seu bisavô..., a Igreja é vida e se faz em sucessão; não é democracia, não é feita pelo povo. Ela vem do Alto, do Céu, e se realiza no povo de Deus.

Nossa geração sofrerá uma perseguição muito grande, e isso significa que não estando ligado à Igreja, à única Igreja de Cristo, você irá traí-Lo. Os próprios apóstolos encontraram dificuldades em seu caminho, mas não romperam com Jesus; pelo contrário, firmaram-se muito mais em Cristo e na Igreja.

Hoje encontramos muita dificuldade, muita incompreensão; nem todos estão preparados para aceitar as coisas novas que Deus está fazendo. Temos de ser fiéis ao Senhor e respeitar os nossos padres. Deus quer fazer uma Igreja renovada, em que mude o que não é certo, o que não é do Senhor. Como numa plástica facial em que se transforma um nariz torto, por exemplo, o Senhor quer mudar o que não está bom. Não quer "cortar fora o nariz" em hipótese alguma. Há muita gente fazendo "narizes, orelhas à parte", mas isso não salvará ninguém. É preciso estar ligado a Jesus e à Sua Igreja como os membros se ligam a um corpo, como os ramos se prendem a uma videira.

Trecho do livro “Caminho para a Santidade” de monsenhor Jonas Abib

sábado, 6 de novembro de 2010

O Filho Pródigo (Lc 15,11-32)

Estamos diante de uma situação muito comum, o filho que deseja partir e ter sua própria vida sem depender de nada. Aqui então pede ao pai a sua herança e vai para longe e gasta tudo dissolutamente.

Nós somos muitas vezes como este filho que pede ao Pai (Deus) a parte que lhe cabe da herança. Gastamos aquilo que ganhamos numa vida de pecado e assim acabamos comendo com os porcos todo tipo de lavagem que o mundo oferece.

Como temos bebido das drogas que destroem maciçamente as nossas famílias, da prostituição que transforma nossos jovens…  e o mais interessante é que quando caímos em nós mesmos e percebemos que o Pai tem alimento salutar em abundância e decidimos voltar, Deus nos acolhe de braços abertos e nem pergunta por onde andamos, mas se alegra com nosso retorno, pois foi achado o que estava perdido, pois fora liberto o que era escravo do pecado.

O interessante nisso tudo é podermos dizer que sempre somos nós seres humanos que nos afastamos do Pai, esquecendo da sua bondade e amor, sendo que longe deste amor apenas sentimos vazio.
Por isso devemos nos perguntar: O que tem nos afastado do Pai?  Drogas, prostituição, violência? Medite e faça o caminho da volta, pois o Pai te espera de braços abertos.

Deus pode tudo e é capaz de tudo, salvo deixar de te amar. Podemos ter a atitude do filho mais novo que reconhece a sua falta e pede perdão ou a do filho mais velho, que orgulhoso de si, eis que nunca errou, não perdoa e talvez por inveja da coragem do irmão arrependido de voltar ao seio do Pai, o condena inflamado, não sendo capaz de se alegrar pelo retorno e salvação de seu irmão.

Não deixemos nosso coração se inflamar pelo ódio, ira, inveja, mas busquemos no exemplo do filho mais novo a coragem de sempre fazer o caminho de volta para os braços do Pai.

Não nos esqueçamos que o Pai está sempre de braços abertos, esperando a nossa volta sem nos questionar porque partimos, mas com amor e compaixão nos acolhe como Pai que é, porque Deus odeia o pecado, mas ama profundamente o pecador.

O Céu faz festa por cada um que retorna à Sua casa. “Comamos e festejemos, pois este meu filho estava morto e agora vive, estava perdido e foi reencontrado”. (Lc 15,24).
Louvado seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo por seu amor infinito.

Ir. Zaqueu Pobre de Jesus Eucarístico, PJC.
Fraternidade O Caminho

Mensagem do dia

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Para encontrar a pessoa certa é preciso ser a pessoa certa



Vivemos em uma sociedade que cada vez mais despreza todas as formas de compromisso e de seriedade relacional. Diante disso, experiências de supostas aventuras momentâneas acabam, na maioria das vezes, prevalecendo diante do desejo de se viver um comprometimento sério no namoro.

De fato, em meio às frágeis concepções relacionais existentes em nosso tempo, torna-se cada vez mais difícil encontrar “a pessoa certa” para se viver um sadio relacionamento afetivo. Além do que, neste processo de encontrar a pessoa certa muita paciência e sabedoria são necessárias.

Aqui se aplica concretamente a antiga máxima: “Antes só do que mal acompanhado”, pois, em tais circunstâncias uma escolha errada pode acarretar terríveis e desagradáveis consequências: afetivas, emocionais e existenciais.

Para se encontrar a pessoa certa é preciso antes ser a pessoa certa, ou seja, é necessário estar preparado para tal encontro, para, assim, poder oferecer o melhor de si ao outro.

O namoro é uma realidade para a qual é preciso preparar-se, e preparar-se bem: através oração e vivência dos sacramentos, buscando a própria cura interior, procurando moldar as fragilidades do temperamento, entre outros. 
 
Enfim, para ser a pessoa certa para o outro se faz necessário estar bem consigo, com os próximos e, principalmente, com Deus.

E só está realmente bem aquele que não centrou seu coração em si mesmo, mas n’Aquele que lhe é infinitamente superior, dando a Este a total prioridade em tudo o que se é e se faz. O encontro com um “outro” não pode ser a única e cega meta da vida, mas ao contrário, deve ser a simples consequência do encontro com o “Outro”, que confere o verdadeiro lugar para todo e qualquer afeto humano.

Quem ainda não colocou o Sagrado no centro de sua existência não está pronto para viver um relacionamento sadio, pois correrá o sério risco de divinizar o outro, dando a este um lugar devido somente a Deus e, consequentemente, exigindo dele o que somente o Senhor pode lhe oferecer, tornando, dessa forma, a relação pesada e sufocante.

Existem lacunas em nós que somente o amor de nosso Autor poderá preencher, e apenas a partir de um profundo encontro com Ele nossos relacionamentos poderão tornar-se maduros e realmente bem sucedidos.

O amor só pode ser vivenciado com vida e equilíbrio, onde o “Amor” verdadeiramente saciou as fragilidades e vazios do coração.

Vivendo a partir de tais princípios e cuidando sempre e bem do coração, nós nos tornaremos capazes de inaugurar as devidas vias que precederão a tão desejada interação, a ser realizada pelo namoro, e poderemos assim saborear seu posterior êxito e plenitude.

Deus o (a) abençoe!
 
 
Adriano Zandoná 
Seminarista e Missionário da Comunidade Canção Nova. Reside na Missão de Cachoeira Paulista. É formado em Filosofia e em Teologia, e está preparando-se para a Ordenação Diaconal. Atualmente trabalha na Rádio Canção Nova, onde apresenta o programa “Viver Bem”. Acesse: blog.cancaonova.com/adrianozandona e acompanhe outros artigos do autor

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mensagem

 Aprendamos a reconhecer os sinais de Deus em nossas vidas

 
Hoje, Jesus nos fala para entrarmos na barca que é a Igreja e enfrentarmos as dificuldades dentro da barca; não fora dela. As ondas eram fortes, o vento contrário, e os discípulos estavam com medo. Jesus vai ao encontro dos discípulos andando sobre as águas. Apavorados, eles gritavam achando que era um fantasma, mas Jesus logo lhes disse: “Tranquilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!”

Jesus vem em nossa vida de uma maneira que não esperamos. Muitas vezes, Ele usa de uma situação difícil para se manifestar a nós, assim como Ele foi ao encontro dos discípulos em meio à tempestade. É assim conosco também, quando não esperamos, Ele vem. Mas se não observamos, vamos ouvir mais o barulho da tempestade e não vamos perceber que Jesus está pertinho de nós.

Ele é o Senhor do impossível, do imprevisível. Não dá para prever as epifanias de Deus em nossa vida, pois Ele se manifesta em nossa vida de muitas maneiras, mas, algumas vezes não entendemos. No entanto, são essas tempestades que nos fortalecem; sem elas não há como fortalecer as raízes da nossa fé.

Às vezes, você ouve tempestade de palavras negativas dizendo que você não é ninguém. Vou ouve, mas não briga, no entanto, diz para você mesmo: “Não é verdade, Deus me ama”. Essas tempestades pareciam levar você ao chão e o deixaram sem palavras para reagir. Mas uma força brotou do seu interior, porque, nos momentos em que você foi até o chão, essas tempestades tornaram você mais forte.

Pode ser que hoje o Senhor esteja caminhando em direção a você de maneira inesperada, porque não podemos prever isso, não somos deuses. Mas Jesus é Deus e Ele vem da maneira que menos esperamos.

Nós começamos a afundar quando olhamos mais para tempestade, para os sofrimentos, para os ventos que querem nos derrubar. É aí que perdemos o olhar de Jesus. Precisamos entender e ler os sinais de Deus em nossa vida, porque Ele se utiliza de tudo e disso devemos tirar uma lição. É na hora da dor que aprendemos grandes lições.



Na provação, silêncio e oração são sinais de sabedoria


Eu quero convidar você para abrir a Palavra de Deus em: Salmo 37.

A palavra de Deus está nos convidando, hoje, a não nos deixarmos levar pelas irritações e não colocarmos nosso olhar nos maus que prosperam. A irritação faz mal para quem sente, por isso, não se irrites por causa dos maus, mas espere em Deus e Ele dará o que o seu coração deseja.

Descanse no Senhor e nEle espere. Talvez hoje você se sinta crucificado, mas espere mais um pouco, porque os humildes herdarão a terra. É preciso calar as vozes que não vêm de Deus, e que fazem muito barulho dentro de nós.

Qual é a nossa atitude de fé? É acreditar e confiar no Senhor, porque tudo vai passar.

O senhor está nos dando uma ordem hoje. Ele está nos dizendo para que deixemos que as coisas ruins tomem conta do nosso coração, pois ela o deforma.

Em tempo de muita provação é preciso espera, silêncio e oração. Isso é sabedoria que vem de Deus, porque muitos acham que falar é um ato de coragem, mas o silêncio mostra que, naquele momento, estamos confiando mais no Senhor do que nas nossas próprias palavras.

Peçamos a Deus que só fique em nosso coração aquilo que vem dEle. E o que não vem – toda irritação e espírito de amargura – seja retirado da nossa vida.

Retire de nós, Senhor, todo olhar de indignação e transforme tudo isso em atos concretos de amor.


Deus abençoe vocês.

Diácono Nelsinho Corrêa
Comunidade Canção Nova

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